Vai ter COPA!!!

Bem, é hoje, não há o que fazer, Vai Ter Copa! Não que nós não queríamos a copa no brasil, mais temos necessidades maiores e coisas muito mais importante para nos preocupar. Hoje o Brasil estará em festa, os turistas não param de chegar, os jogos da copa vão começar e as crianças continuam sem estudar, seus pais sem ter com o que os alimentar, alguns ate sem uma casa para morar.
Mas temos que ver a copa, como uma coisa boa, que trara mais visibilidade para o pais, trazendo desenvolvimento, renda para os grandes e pequenos empresários.  

Algumas pessoas estão muito contente, pelo fato que o brasil assediará a copa, no entanto a copa não é para todos, pois os valores dos ingressos vão além de R$ 1.860.00.
Como podemos torcer num estádio, sabendo de toda a podridão por trás disso; tantas famílias que foram desabrigadas e que ainda hoje não tem mas a casa própria, essas famílias tiveram seus direitos a moradia violado. Pessoas sofrendo em hospitais, com falta de medicamento, estrutura e etc, e os torcedores gritando goooooool? como disse nosso amigo Ronaldo "Não é com hospitais que se faz copa!" .
O que mais me envergonha nessa sociedade é como um jogador de futebol, pode ter o salario maior do que, quem o ensinou a ler e escrever (professores).  Como um país pode ser campeão com fome e sem educação?

COPA PARA QUEM? 

A instituição privada, organizadora da copa tem manipulado o governo de uma forma, colocando privações que não foram vista em copa alguma, conheça algumas:

> Vuvuzelas, que ficou famosa no Mundial de 2010. Aturdida com o barulho, a Fifa proibiu nominalmente a vuvuzela, assim como qualquer instrumento musical- As palmas ao menos, estão liberadas!
> Mochila até 25cm de altura.
> Cartazes, o regulamento dos ingressos proíbe cartazes, bandeiras e folhetos que possam "tirar o foco desportivo" do evento.
> Garrafas, ex. material frágil e estilhaçável.
> Sem Sinalizadores, bombas, fogos de artificio.
> Bonés e camisetas. "Os espectadores podem vestir o que quiserem", diz o código. Mas à frente, entretanto, torcedor vê que não é bem assim. Para combater o "marketing de emboscada", a Fifa proíbe a entrada de pessoas com bonés, camisetas e outras vestimentas com logotipo de empresas que não patrocinem a Copa.
É quem pode manda e quem não pode, obedece.

Os problemas que alguns torcedores brasileiros fanáticos por futebol não enxergaram, foi ver a quantidade de violações de direitos que a copa tem feito, confira a realidade dessas pessoas.

Realidade
 

Confira a edição 106 da Revista viração

Fonte: Jornal Aqui PE, Viração (mudança, atitude e ousadia jovem)

Postagem de Luiz Felipe Bessa e Scheyla Guthemberg da equipe do blog.

Revista Viração Edição 106 - Maio

Segurança e Ética no Uso da Internet

Na manhã desta segunda-feira passada (19) a Escola Superior do Ministério Publico de Pernambuco, juntos com o Safernet Brasil, realiza o I Encontro Estadual sobre Segurança e Ética no Uso da Internet para Proteção de Crianças e Adolescentes no fórum do Recife, na Ilha de Joana Bezerra.
O objetivo do evento foi, sensibilizar e trocar informação quanto aos riscos e medidas para proteção de crianças e adolescentes no uso das ferramentas da rede mundial de comunicação, bem como divulgar materiais e forma agentes multiplicadores.
Participaram do evento grandes nomes da proteção de crianças e adolescentes no Estado de Pernambuco, e grandes nomes na formação e educação.
"O evento foi muito proveitoso e trouxe a oportunidade de conhecer outras pessoas que trabalham na proteção de crianças e adolescentes e socializar seus trabalhos" disse Luiz Felipe um dos poucos jovens que participou do evento.

Postagem de Luiz Felipe Bessa da Equipe do Blog.

Ousar, Lutar Organizar a Juventude Pro Projeto Popular

Foi o tema do II acampamento do Levante Popular da Juventude, realizado em Cotia interior de São Paulo, de 17 a 21 de abril no Parque Cemucam. O evento reuniu mais de 3.000 (três mil) jovens, representantes de 23 estados do Brasil. O espaço de encontro dos estados presentes, foi aproveitado também para acontecerem momentos de formações, mobilizar mais jovens lutando pela transformação do nosso país e as dificuldades enfrentadas em cada canto do pais.  O objetivo do acampamento foi construção do projeto popular para o Brasil, daí apontar quais os desafios que teriam pela frente, pensar forma de soluciona-los, eleger uma nova coordenação nacional para o movimento.

 No dia 21 os mais de três mil jovens saíram nas ruas da Av. Paulista, no centro de São Paulo, dando seus gritos de guerra para democratizar a comunicação e expressar suas reivindicações e fala sobre plebiscito popular, constituinte exclusiva e soberana do sistema político do brasil. Esse ano de 2014 o Levante Popular da Juventude, completa dois anos de luta por um projeto popular pela educação, por transporte público gratuito de qualidade, pela democratização da comunicação, pelo acesso à cultura e ao lazer, contra o trabalho precarizado, contra o machismo, o racismo e a homofobia.

No acampamento, todos os dias aconteciam plenárias discutindo temas para a formulação da carta de construção do projeto popular do Levante, oficinas de música a meio ambiente eram realizadas, e todas as noite eram culturais para que o mista cultura do nosso país em forma de música e apresentações, levassem um pouco do Brasil para cada região. Debates sobre a realidade da juventude brasileira, foi aproveitado também para mobilizar mais jovens para lutar pela transformação do nosso país.

Conversamos com alguns jovens sobre o acampamento e Sil Crisostomo, estudante de Serviço Social que faz parte da célula do Movimento estudantil do Levante PE, fala que “o II Acampamento Nacional possibilitou um processo de ampla discussão nas diversas frentes, setores e coletivos de atuação do movimento; de identidade entre os jovens que já vem construindo luta em todo o Brasil, principalmente nos últimos dois anos, com a nacionalização do movimento; além de agregar novas pessoas com sonhos e desejos de mudanças iguais ao que construímos e também sonhamos e Afirmamos em canções do movimento (forma de agitar e propagandear as bandeiras de luta da juventude), que o acampamento muda a vida e que ele é ponto de partida para uma transformação muito maior. Trouxemos muita energia e mística para nosso estado, não deixando a peteca cair, ideias a mil para formações d@s companheir@s e muito gás para organizar nossas células, ampliando-as através do trabalho de base, para unificar, assim, toda a juventude guerreira desse país”.
Sabemos que é muito importante a participação dos jovens na construção de políticas públicas para o nosso pais, Sil relata que “garantir o protagonismo em prol de mudanças para vida e a coletividade de jovens, entretanto, a condição de classe trabalhadora, raça/etnia negra, acesso à educação, dentre outras questões, limitam uma efetiva participação desse grande e importante grupo da sociedade. A juventude pobre, em sua maioria negra, enfrenta, cotidianamente, o desemprego, o (semi)analfabetismo, a dificuldade de acesso ao ensino superior e/ou a permanência na universidade, violência e mortes. Nesse sentido, para aumentar a participação e formação dessa juventude é imprescindível sua organização política, com o intuito de somar forças e conquistar direitos e garantias sociais, para isso, o Levante Popular da Juventude propõe: organizar e formar a juventude da periferia, do campo e do movimento estudantil, em torno da luta por uma sociedade justa, democrática, sem exploração do trabalho, degradação da natureza e opressões a setores sociais que não retratam o padrão imposto pela sociabilidade capitalista”.

Lindinês de 18 anos, que está concluindo o ensino médio da Iputinga Recife/PE conta que “somos o futuro da população, cabe a gente opinar por ele. O acampamento pra mim foi muito importante por que eu não tinha visão política. E lá eu conheci várias partes do governo e também descobri em que lado lutar. Aprendi o que é políticas públicas, para democratizar e melhorar a sociedade brasileira”.



Já para Iyalê Tahyrine coordenadora do levante de Pernambuco fala que “A juventude compõe a maior parcela do eleitorado brasileiro e não representa nem 10% dos nossos parlamentares. Diante disso, a gente percebe a necessidade de levar o debate para a juventude de como o nosso sistema político se estrutura de forma a não dar voz a grandes parcelas da população (mulheres, população negra e indígena, LGBTs...) e como somos importantes, nós nos inserirmos nos espaços públicos decisórios, onde freqüentemente se definem políticas para a juventude sem nossa contribuição direta.

O acampamento foi um momento extremamente importante para mostra ao Brasil que os jovens querem fazer e debater política, que a juventude tem um projeto para o país e está disposta a lutar por isso em conjunto com diversos momentos sociais.
Nós voltamos do acampamento muito animados com o que ele representou, mas também cheios de desafios na construção de um Projeto Popular para o país”.



Postagem de Luiz Felipe Bessa e Handryelly Ferreira da Equipe do Blog.


Entrevista

Estudantes do curso de Radio e TV da Maurício de Nassau falam sobre, como deixarmos a internet um local mais seguro e divertido.


"A melhor maneira é por meio da educação"

"Jovens participam de oficina de internet segura e ficam mais atentos aos perigos na rede"

No Dia 19 de fevereiro, realizamos mais uma oficina de internet segura, com o tema “Construindo juntos uma Internet Melhor” que foi tema do Dia Mundial da Internet Segura 2014 que é celebrado em 11 de Fevereiro. Nos mobilizando juntamente com mais de 100 países para promover ações que ajudem a garantir mais liberdade, segurança e cidadania na rede. 



A ação teve apoio do Aucuba (educação e comunicação) e da Instiuição de Ensino Maurício de Nassau. O Dia da Internet Segura é uma iniciativa criada pela INSAFE, rede que agrupa as organizações que trabalham na promoção do uso consciente da Internet nos países da União Européia. No Brasil, a organização do evento está sob a responsabilidade da SaferNet Brasil e do Ministério Público Federal. Em 2013 a GVT, Petrobras, Desabafo Social, Childhood, ABMP, Google, IIDAC , Viração e outras instituições apoiaram essa ideia. 

A ideia era pensar em propostas que pudessem ajudar construir uma internet melhor para o nosso país, e algumas delas foram bem criativas e construtivas, confiram: 

*Substituição periódica da Senha;
*Programas de conscientização para adolescentes e jovens sobre as vantagens e perigos na internet;
*Analise dos vídeos antes de cair nas redes;
*A cada postagem na internet automaticamente, fosse feita uma analise para que não se postassem conteúdos inadequados;
*Criar um conceito de moral na internet vinculado aos pais e filhos(a escola poderia ser o veiculo);
*A melhor maneira é por meio da educação. As escolas deveriam criar estratégias para informa os alunos os riscos da internet, Exemplos: Palestras, cartazes e teatros com fantoches. 

Todas as propostas foram pensadas pelos estudantes do curso de Radio e Tv da Maurício de Nassau do prédio JK. 

Postagem de Luiz Felipe Bessa e Scheylla Guthemberg da equipe do Blog. 

Viração (Janeiro e Fereveiro) nº 103

Curti a edição de Janeiro e Fevereiro da Revista Viração Ano 11 Nº 103.

http://issuu.com/viracao/docs/edicao_103?e=2936918/6597174


issuu.com/viracao/docs/edicao_103?e=0/6522028

Oficina construindo juntos uma internet melhor

Construindo juntos uma Internet Melhor! Este é o tema do Dia Mundial da Internet Segura 2014 que é celebrado hoje. Estamos nos mobilizando juntamente com mais de 100 países para promover ações que ajudem a garantir mais liberdade, segurança e cidadania na rede.


Em Pernambuco nos jovens do blog, nos mobilizamos para realizar hoje a noite a oficina, ajudando a construir uma internet melhor para o nosso pais. A oficina acontecera no Sintepe que fica localizado na Rua General José Semeão, nº 39, Santo Amaro, 50050-120 Recife, e tem inicio as 18:30h com apoio de vários movimentos sociais e Ongs locais como Levante Popular da Juventude, Instituto José Ricardo, Aucuba educação e comunicação e Rejupe (Rede de jovens pelo direito ao esporte seguro e inclusivo).

O Dia da Internet Segura é uma iniciativa criada pela INSAFE, rede que agrupa as organizações que trabalham na promoção do uso consciente da Internet nos países da União Européia. No Brasil, a organização do evento está sob a responsabilidade da SaferNet Brasil e do Ministério Público Federal. Em 2013 a GVT, Petrobras, Desabafo Social, Childhood, ABMP, Google, IIDAC , Viração e outras instituições apoiaram essa ideia.

Conheça outros locais que estão acontecendo mobilizações:
http://www.diadainternetsegura.org.br/site/sid2014

Mais informações entra em contato com:
Luiz Felipe
l.felipejoaquim@gmail.com
(81) 9211-5246 ou (81) 9670-1339

Handryelly Ferreira
Andrielledstferreira@gmail.com
(81) 8550-4790 ou (81) 9543-3380

Scheylla Santos
Sheylasnts@gmail.com
(81) 9846-9849 ou (81) 8522-0388

Bancos Comunitários: uma prática de Finanças Solidárias no Brasil



Por João Joaquim de Melo Neto Segundo

O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e o Governo Federal consideram que o campo das Finanças Solidárias no Brasil é formado por 03 segmentos: Fundos Solidários, Cooperativas de Crédito e Bancos Comunitários. Neste texto vamos refletir apenas sobre os Bancos Comunitários e a participação dos jovens no desenvolvimento deste novo modelo de banco. Por uma questão pedagógica, focaremos nossa reflexão no Banco Palmas.
Origem dos Bancos Comunitários

O primeiro Banco Comunitário do Brasil foi o Banco Palmas, surgido em 1998 na periferia de Fortaleza-CE, nos grotões do nordeste, criado pelo povo simples da favela do Conjunto Palmeira. Como morador e líder comunitário do bairro, tive o privilégio de participar dessa construção.

Na época o Conjunto Palmeira, com 20 mil habitantes, era uma comunidade extremamente carente economicamente e enfrentava graves problemas de desemprego e desnutrição. Em uma assembleia da Associação dos Moradores perguntamos para os sócios: “Por que somos pobres?” Quase que ao mesmo tempo todos responderam: “Somos pobres porque não temos dinheiro”. O debate foi tão intenso, que resolvemos criar grupos de reflexão na comunidade em torno dessa mesma pergunta. Foram realizadas 97 reuniões com líderes locais, comerciantes e moradores. Em geral, os debates terminavam com uma visão fatalista da população em relação a sua pobreza, aceitando-a como algo natural, afinal, sempre foi assim, existem pobres e ricos desde “que o mundo é mundo”!

A diretoria da Associação, insatisfeita com a falta de reflexão, resolveu então fazer uma enquete com os moradores com 04 perguntas: 1) O que você já consome por mês? (alimentação, vestuário, material de limpeza); 2) Qual é a marca dos produtos que você compra?; 3) Onde você faz a maioria de suas compras? e 4) O que você produz?

Foram ouvidas 1.600 famílias (40% do total de famílias do bairro) e obtivemos, dentre outros, os seguintes resultados: i) R$1.200.000,00 (Um milhão e duzentos mil reais) de compras eram feitas pelos moradores do Conjunto Palmira, mensalmente. ii) 80% das famílias faziam suas compras fora do bairro. iii) Apenas 3% dos entrevistados produziam ou comercializavam alguma coisa no bairro. iv) 70% das famílias faziam suas compras em Messejana, um bairro vizinho bastante desenvolvido economicamente.

Desenhamos vários cartazes com os números e fizemos reuniões rua-a-rua, afirmando para população: “nós não somos pobres, nos empobrecemos porque perdemos nossas poupanças. Perdemo-nas porque tudo que compramos é fora do bairro. Portanto, depende de nós a superação de nossa pobreza”.

Aqueles números tiveram um efeito pedagógico extraordinário na população, que começou a entender a relação da economia com a vida. Algumas dezenas de pessoas na favela descobriram o poder revolucionário de seu consumo. Mais que isso: começaram a sentir que a resposta estava ali, pertinho, dependia de nossa vontade e da forma que consumimos.

Foi assim, a partir desse entendimento de que nós éramos possíveis, que em janeiro de 1998, na pequena sede da Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira, com apenas R$ 2000,00 (dois mil reais) inauguramos o Banco Palmas. Totalmente administrado pela comunidade, o banco desenvolveu um sistema econômico próprio que conta com uma linha de microcrédito alternativo (para produtores e comerciantes), instrumentos de incentivo ao consumo local (moeda social circulante- PALMAS), e alternativas de comercialização (feiras e lojas solidárias), promovendo localmente geração de emprego e renda para diversas pessoas.

A grande novidade que o modelo de Banco Comunitário trouxe foi a visão da solidariedade territorial. O bairro como um todo se torna um “empreendimento solidário” onde os moradores produzem e consomem um dos outros. É a noção de solidariedade coletiva: eu melhoro de vida na proporção que o bairro melhora, dessa forma melhoramos juntos. Anos depois chamamos isso de Rede Local de Prosumatores, onde cada morador e cada moradora é ao mesmo tempo produtor(a), consumidor(a) e ator ou atriz social de transformação.

A Rede Brasileira

Em 2003 a comunidade do Conjunto Palmeira criou o Instituto Banco Palmas, responsável pela expansão da metodologia dos Bancos Comunitários em todo o país. Em janeiro de 2014 já somos 103 Bancos Comunitários, organizados na Rede Brasileira de Bancos Comunitários(RBBC), distribuídos em 19 estados da federação: em assentamentos, comunidades indígenas, ilhas na Amazônia, pequenos distritos e outras periferias urbanas e rurais. Em 2013, um milhão de brasileiros foram impactados positivamente pela ação dos Bancos Comunitários (conf.: Relatório do III Encontro Nacional da RBBC – Março/2013). Hoje já existem outras ONGs (Organizações Não-Governamentais) responsáveis pela criação de novos bancos comunitários e dezenas de instituições parceiras. O maior apoio vem, contudo, da Secretaria Nacional de Economia Solidaria do Ministério do Trabalho e Emprego-SENAES/MTE.

Em 2007 a RBBC criou o Termo de Referência e o marco teórico-conceitual dos bancos comunitários, assim definindo:

“Bancos Comunitários são serviços financeiros solidários, em rede, de natureza associativa e comunitária, voltados para a geração de trabalho e renda na perspectiva de reorganização das economias locais, tendo por base os princípios da Economia Solidária. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de territórios de baixa renda, através do fomento à criação de redes locais de produção e consumo, baseado no apoio às iniciativas de economia solidária em seus diversos âmbitos, como: empreendimentos sócio-produtivos, de prestação de serviços, de apoio à comercialização (bodegas, mercadinhos, lojas e feiras solidárias), organizações de consumidores e produtores.”

A Juventude e os Bancos Comunitários

Para pôr em marcha uma prática tão alternativa faz-se necessário a ousadia e a capacidade de inovação da juventude; já dizia o poeta: “juventude sem rebeldia, é velhice precoce”.

Relato abaixo três ações desenvolvidas pelo Instituto Banco Palmas com a juventude de Fortaleza que são estratégicas para a expansão e melhoria na qualidade dos serviços oferecidos pelos Bancos Comunitários:

Consultores Comunitários

É um treinamento de 400 horas-aula, realizado na sede do Instituto Palmas, para os jovens (18 a 28 anos) da periferia de Fortaleza. Nesse treinamento a juventude aprende tanto a parte técnica/operacional de um Banco Comunitário (análise de crédito, cobrança, seguros, técnica de vendas, organização de feiras e outros), como a teoria que orienta sua prática: economia solidária; democracia econômica, consumo sustentável, comércio justo, desenvolvimento local, entres outros. Os Consultores Comunitários tem como missão prestar assessoria técnica aos pequenos empreendimentos do bairro para melhorarem seus produtos e suas vendas, e ajudar e se organizarem na rede de economia solidária do bairro/local. Para ser um trabalhador da equipe do Instituto Banco Palmas, é obrigatório fazer o curso de Consultores Comunitários. Por fim, vale ressaltar que hoje é um jovem, um ex-aluno do curso de Consultores Comunitários, quem coordena a parte pedagógica e curricular desse processo formativo.

Agentes de Inclusão Socioprodutiva

São jovens (de 16 a 28 anos), treinados pelo Instituto Banco Palmas (60h) cuja função é realizar visitas domiciliares às mulheres do programa Bolsa Família atendidas pelo Banco Palmas (projeto ELAS). Durante as visitas os agentes conversam, observam, aconselham e estimulam a participação das mulheres nas diversas atividades promovidas pelo Banco Palmas (cursos profissionalizantes, oficinas de educação financeira, encontros pedagógicos, visitas a pontos turísticos da cidade, crédito e outros), objetivando promover a inclusão sócio-produtiva, financeira e bancária dessas mulheres. Os agentes assumem um papel de grande relevância no Banco Comunitário por trabalharem diretamente com a população mais pobre, acompanhando individualmente cada mulher, servindo como uma espécie de “animador” responsável pela inclusão das mesmas.

PalmasLab

O Laboratório de Inovação e Pesquisa em Finanças Solidárias do Banco Palmas (PalmasLab), é um espaço de criação e aceleração de empreendimentos voltados para TI (Tecnologia da Informação), com recorte para as Finanças Solidárias. A PalmasLab já criou dois aplicativos, um de mapeamentos socioeconômicos dos territórios e outro para pesquisas de opinião sobre temas relevantes para a comunidade. Os jovens da comunidade são capacitados na PalmasLab em programação e desenvolvimento de aplicativos, podendo se engajar nas pesquisas do Instituto Banco Palmas nos diversos municípios ou criarem seu próprio empreendimento de TI. Cabe ainda a equipe de jovens da PalmasLab toda a parte de animação e criação da comunicação do Instituto Banco Palmas nas mídias sociais, incluso sua página na web.

Crescendo em média 20% ao ano, organizando comunidades para autogerir suas finanças, com a contribuição e a criatividade libertária da juventude, os Bancos Comunitários tem apontado na direção de outro modelo de banco, possível, justo, humano, radicalizando os princípios da Economia Solidária.

* João Joaquim de Melo Neto Segundo é coordenador do Instituto Banco Palmas e da Rede Brasileira de Bancos Comunitários (RBBC).

Envolva-se

Agora que você conhece um pouco mais do tema, conheça outras iniciativas, como as moedas locais na Espanha. Hoje existem 70 espalhadas pelo país. Acesse: http://www.rtve.es/alacarta/videos/documentos-tv/documentos-tv-monedas-cambio/2063367/

Conheça também outra iniciativa como o Banco Sampaio e a Agência Cultural Solano Trindade, da comunidade no Campo Limpo (SP): http://www.youtube.com/watch?v=uCUDngoIvwk

Postagem da Equipe do Blog.

Igualdade para Todos

 

O combate á homofobia tem sido uma luta constante, o que até pouco tempo era inaceitável pela sociedade, hoje já conquistou admiração e respeito. Estamos vivendo um momento histórico e este evento foi uma grande conquista da população LGBT, querendo acabar com o preconceito.

 A maior luta do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) é pela conquista da sua identidade e do seu direito. A população LGBT quer que o poder público e a sociedade a enxerguem como cidadãos de direito. A maior luta é poder viver livremente a sua sexualidade. “É uma luta pela liberdade e igualdade o que já existe na constituição, mas que na prática não é cultivado”.
 O Coletivo toda forma de Amar da Faculdade de Direito do Recife realizou a 1 semana LGBT ( Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais)  o evento promoveu debates e reflexões sobre temáticas visibilizados  no cotidiano da faculdade de direito e também contribuindo para o combate a homofobia e toda e qualquer forma de opressão com tais temas: O movimento LGBT e a luta de classes, Lesbofobia e identidade lésbica, Novo PLC/122 avanços e retrocessos das pautas sociais LGBT,  Lei de identidade de gênero Perspectivas para ex travestis e transexuais,  Interferência religiosa e laicidade: desafios á efetivação da cidadania plena aos/ ás LGBTs. Contando também com a Intervenção inesperada que teve como objetivo mostrar que a luta também é pela cultura.
 E em torno desses temas surgiram vários gritos de guerra um deles foi: “O que eu tenho entre as minhas pernas não me define” e entre esses a nossa luta é todo dia por um Brasil sem Homofobia, para que a sociedade veja que somos todos humanos e iguais merecemos respeito.

Handryelly Ferreira da Equipe do Blog.