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Plebiscito Constituinte

Ontem, dia 01 de setembro, começa a Semana do Plebiscito Constituinte. A campanha vem sendo organizada desde junho, especificamente desde as manifestações que exigiram, além da redução da passagem, mudanças no sistema político brasileiro. Desde o final do ano passado, movimentos sociais, partidos políticos e entidades de todo o País decidiram organizar um Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do sistema político, para assim, realizar a reforma política no Brasil. Esse Plebiscito, que é uma consulta na qual os cidadãos e cidadãs votam, para aprovar ou não uma questão, acontecerá entre os dias 1 e 7 de setembro de 2014. Qualquer pessoa ou grupo pode organizar um local de votação com uma urna. A intenção é livrar nossa democracia do peso do poder econômico, que é responsável por alimentar a corrupção e, sobretudo, por distanciar o povo de todas as decisões políticas que nos são cabíveis. Muitos nem sabem, mas, mais de 70% do Congresso Nacional é representado por fazendeiros e empresários, que se apoderam das decisões ligadas à educação, saúde, entre outros, quando isso não deveria acontecer. Por isso, as mudanças no Brasil são necessárias, vamos nos mobilizar!

7 Razões para dizer sim a constituinte do sistema político.

1 – As manifestações de Junho de 2013 evidenciaram a necessidade de mudarmos a política brasileira urgentemente! Milhares de cartazes e gritos nas ruas diziam “Não me representa!”, demonstrando a descrença da população nos representares e nas Instituições Políticas do nosso país.
2 – Hoje, o seu voto não é o que decide as eleições e sim o Poder Econômico, que através do financiamento empresarial de Campanhas Milionárias, dá a “palavra final” e mantém seu controle na eleição dos representantes nas Câmaras Federais, Estaduais e Municipais, principalmente. Constatamos isso pois ao olharmos uma “fotografia” do atual Congresso Nacional, o número de deputados e senadores ligados aos grandes empresários (da agricultura, da indústria, da construção civil, da educação, da saúde, etc) é três vezes maior que dos ligados aos trabalhadores (que são maioria na nossa sociedade).
3 – Por outro lado, percebemos nesta mesma “fotografia” que o número de representantes de trabalhadores, mulheres, jovens, LGBT, da população negra e indígena nos parlamentos não corresponde ao tamanho destas populações na nossa sociedade. Em outras palavras, estes setores estão sub-representados no Congresso Nacional e a grande maioria das reivindicações destes não É ATENDIDA neste espaço.
4 – Inspirados no ditado popular “Quem paga a banda, escolhe a música!”, constatamos claramente que A GRANDE MAIORIA DO CONGRESSO NACIONAL NÃO QUER MUDAR AS REGRAS DA POLÍTICA! Pelo contrário, quer deixar tudo como está, mantendo seus privilégios, que não são poucos!
5 – Para conquistarmos as reivindicações que foram às ruas em 2013 (melhoras no transporte, na saúde, na educação, na moradia, na mídia, no campo, entre outras) é preciso que o povo se mobilize para mudar as “REGRAS DO JOGO DA POLÍTICA”, pois as regras que aí estão só servem aos grandes empresários, que emperram todos estes avanços. Só é possível mudar as regras, alterando a Constituição Federal.
6 – Precisamos de uma Constituinte Exclusiva, na qual se possa eleger representantes que tenham EXCLUSIVAMENTE A TAREFA de elaborar as mudanças desejadas pela grande maioria da população brasileira. Transformar os atuais parlamentares em Constituintes (como aconteceu em 1988) não vai mudar nada!
7 – Realizar uma CONSTITUINTE EXCLUSIVA significa aprofundar a Democracia no nosso país. Permite que possamos debater amplamente e decidir as regras de participação e representação, permite combater: o privilégio do poder econômico nas eleições e na sociedade, a sub-representação da maioria dos brasileiros; e aperfeiçoar os mecanismos de democracia direta (Plebiscitos, Referendos e Leis de Iniciativa Popular). Permite combatermos um sistema que privilegia pessoas e avançarmos para um sistema político que privilegie propostas concretas para enfrentar os problemas do País.

Postagem de Handryelly Ferreira da Equipe do Blog.

Conselho Municipal de Políticas Públicas da Juventude do Recife

 No dia 18 de março, participamos do encontro de formação e planejamento do novo conselho de juventude do Recife.  Com várias temáticas sobre a juventude, houve pela manhã a mesa política onde estava o Secretário do Conselho da Juventude, Eduardo Granja, e a especialista em juventude, Livia Tomazzi,  falando da juventude antes e agora. Ela lembrou que os movimentos juvenis estão muito separados e com o conselho irão se tornar um só. Foi aberto um debate onde os jovens cobraram direitos e deveres sobre o conselho da juventude que terá que cumprir com sua palavra, pois não é só prometer. Os jovens da Casa de Passagem que também fazem parte do Observatório Juvenil  junto com a equipe do blog estavam no evento. Fizemos uma entrevista com Eduardo Granja.
Confira a entrevista abaixo:
Eduardo Granja, Secretário Especial da Juventude do Recife

   O que é o conselho?

O  Conselho Municipal  de Políticas Públicas da juventude de Pernambuco é uma entidade de controle social que tem função de planejar e de mobilizar o governo e a sociedade.
      Qual o objetivo?

Sentiu-se  necessidade de agir e chamar movimentos juvenis para participar deste conselho.
   Qual o papel do conselho?

O papel do conselho é formar conselheiros que deve atuar em suas comunidades.



Girlene Teófilo, uma das jovens que participou do evento

 Texto da Equipe do Blog.