Bancos Comunitários: uma prática de Finanças Solidárias no Brasil



Por João Joaquim de Melo Neto Segundo

O Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES) e o Governo Federal consideram que o campo das Finanças Solidárias no Brasil é formado por 03 segmentos: Fundos Solidários, Cooperativas de Crédito e Bancos Comunitários. Neste texto vamos refletir apenas sobre os Bancos Comunitários e a participação dos jovens no desenvolvimento deste novo modelo de banco. Por uma questão pedagógica, focaremos nossa reflexão no Banco Palmas.
Origem dos Bancos Comunitários

O primeiro Banco Comunitário do Brasil foi o Banco Palmas, surgido em 1998 na periferia de Fortaleza-CE, nos grotões do nordeste, criado pelo povo simples da favela do Conjunto Palmeira. Como morador e líder comunitário do bairro, tive o privilégio de participar dessa construção.

Na época o Conjunto Palmeira, com 20 mil habitantes, era uma comunidade extremamente carente economicamente e enfrentava graves problemas de desemprego e desnutrição. Em uma assembleia da Associação dos Moradores perguntamos para os sócios: “Por que somos pobres?” Quase que ao mesmo tempo todos responderam: “Somos pobres porque não temos dinheiro”. O debate foi tão intenso, que resolvemos criar grupos de reflexão na comunidade em torno dessa mesma pergunta. Foram realizadas 97 reuniões com líderes locais, comerciantes e moradores. Em geral, os debates terminavam com uma visão fatalista da população em relação a sua pobreza, aceitando-a como algo natural, afinal, sempre foi assim, existem pobres e ricos desde “que o mundo é mundo”!

A diretoria da Associação, insatisfeita com a falta de reflexão, resolveu então fazer uma enquete com os moradores com 04 perguntas: 1) O que você já consome por mês? (alimentação, vestuário, material de limpeza); 2) Qual é a marca dos produtos que você compra?; 3) Onde você faz a maioria de suas compras? e 4) O que você produz?

Foram ouvidas 1.600 famílias (40% do total de famílias do bairro) e obtivemos, dentre outros, os seguintes resultados: i) R$1.200.000,00 (Um milhão e duzentos mil reais) de compras eram feitas pelos moradores do Conjunto Palmira, mensalmente. ii) 80% das famílias faziam suas compras fora do bairro. iii) Apenas 3% dos entrevistados produziam ou comercializavam alguma coisa no bairro. iv) 70% das famílias faziam suas compras em Messejana, um bairro vizinho bastante desenvolvido economicamente.

Desenhamos vários cartazes com os números e fizemos reuniões rua-a-rua, afirmando para população: “nós não somos pobres, nos empobrecemos porque perdemos nossas poupanças. Perdemo-nas porque tudo que compramos é fora do bairro. Portanto, depende de nós a superação de nossa pobreza”.

Aqueles números tiveram um efeito pedagógico extraordinário na população, que começou a entender a relação da economia com a vida. Algumas dezenas de pessoas na favela descobriram o poder revolucionário de seu consumo. Mais que isso: começaram a sentir que a resposta estava ali, pertinho, dependia de nossa vontade e da forma que consumimos.

Foi assim, a partir desse entendimento de que nós éramos possíveis, que em janeiro de 1998, na pequena sede da Associação dos Moradores do Conjunto Palmeira, com apenas R$ 2000,00 (dois mil reais) inauguramos o Banco Palmas. Totalmente administrado pela comunidade, o banco desenvolveu um sistema econômico próprio que conta com uma linha de microcrédito alternativo (para produtores e comerciantes), instrumentos de incentivo ao consumo local (moeda social circulante- PALMAS), e alternativas de comercialização (feiras e lojas solidárias), promovendo localmente geração de emprego e renda para diversas pessoas.

A grande novidade que o modelo de Banco Comunitário trouxe foi a visão da solidariedade territorial. O bairro como um todo se torna um “empreendimento solidário” onde os moradores produzem e consomem um dos outros. É a noção de solidariedade coletiva: eu melhoro de vida na proporção que o bairro melhora, dessa forma melhoramos juntos. Anos depois chamamos isso de Rede Local de Prosumatores, onde cada morador e cada moradora é ao mesmo tempo produtor(a), consumidor(a) e ator ou atriz social de transformação.

A Rede Brasileira

Em 2003 a comunidade do Conjunto Palmeira criou o Instituto Banco Palmas, responsável pela expansão da metodologia dos Bancos Comunitários em todo o país. Em janeiro de 2014 já somos 103 Bancos Comunitários, organizados na Rede Brasileira de Bancos Comunitários(RBBC), distribuídos em 19 estados da federação: em assentamentos, comunidades indígenas, ilhas na Amazônia, pequenos distritos e outras periferias urbanas e rurais. Em 2013, um milhão de brasileiros foram impactados positivamente pela ação dos Bancos Comunitários (conf.: Relatório do III Encontro Nacional da RBBC – Março/2013). Hoje já existem outras ONGs (Organizações Não-Governamentais) responsáveis pela criação de novos bancos comunitários e dezenas de instituições parceiras. O maior apoio vem, contudo, da Secretaria Nacional de Economia Solidaria do Ministério do Trabalho e Emprego-SENAES/MTE.

Em 2007 a RBBC criou o Termo de Referência e o marco teórico-conceitual dos bancos comunitários, assim definindo:

“Bancos Comunitários são serviços financeiros solidários, em rede, de natureza associativa e comunitária, voltados para a geração de trabalho e renda na perspectiva de reorganização das economias locais, tendo por base os princípios da Economia Solidária. Seu objetivo é promover o desenvolvimento de territórios de baixa renda, através do fomento à criação de redes locais de produção e consumo, baseado no apoio às iniciativas de economia solidária em seus diversos âmbitos, como: empreendimentos sócio-produtivos, de prestação de serviços, de apoio à comercialização (bodegas, mercadinhos, lojas e feiras solidárias), organizações de consumidores e produtores.”

A Juventude e os Bancos Comunitários

Para pôr em marcha uma prática tão alternativa faz-se necessário a ousadia e a capacidade de inovação da juventude; já dizia o poeta: “juventude sem rebeldia, é velhice precoce”.

Relato abaixo três ações desenvolvidas pelo Instituto Banco Palmas com a juventude de Fortaleza que são estratégicas para a expansão e melhoria na qualidade dos serviços oferecidos pelos Bancos Comunitários:

Consultores Comunitários

É um treinamento de 400 horas-aula, realizado na sede do Instituto Palmas, para os jovens (18 a 28 anos) da periferia de Fortaleza. Nesse treinamento a juventude aprende tanto a parte técnica/operacional de um Banco Comunitário (análise de crédito, cobrança, seguros, técnica de vendas, organização de feiras e outros), como a teoria que orienta sua prática: economia solidária; democracia econômica, consumo sustentável, comércio justo, desenvolvimento local, entres outros. Os Consultores Comunitários tem como missão prestar assessoria técnica aos pequenos empreendimentos do bairro para melhorarem seus produtos e suas vendas, e ajudar e se organizarem na rede de economia solidária do bairro/local. Para ser um trabalhador da equipe do Instituto Banco Palmas, é obrigatório fazer o curso de Consultores Comunitários. Por fim, vale ressaltar que hoje é um jovem, um ex-aluno do curso de Consultores Comunitários, quem coordena a parte pedagógica e curricular desse processo formativo.

Agentes de Inclusão Socioprodutiva

São jovens (de 16 a 28 anos), treinados pelo Instituto Banco Palmas (60h) cuja função é realizar visitas domiciliares às mulheres do programa Bolsa Família atendidas pelo Banco Palmas (projeto ELAS). Durante as visitas os agentes conversam, observam, aconselham e estimulam a participação das mulheres nas diversas atividades promovidas pelo Banco Palmas (cursos profissionalizantes, oficinas de educação financeira, encontros pedagógicos, visitas a pontos turísticos da cidade, crédito e outros), objetivando promover a inclusão sócio-produtiva, financeira e bancária dessas mulheres. Os agentes assumem um papel de grande relevância no Banco Comunitário por trabalharem diretamente com a população mais pobre, acompanhando individualmente cada mulher, servindo como uma espécie de “animador” responsável pela inclusão das mesmas.

PalmasLab

O Laboratório de Inovação e Pesquisa em Finanças Solidárias do Banco Palmas (PalmasLab), é um espaço de criação e aceleração de empreendimentos voltados para TI (Tecnologia da Informação), com recorte para as Finanças Solidárias. A PalmasLab já criou dois aplicativos, um de mapeamentos socioeconômicos dos territórios e outro para pesquisas de opinião sobre temas relevantes para a comunidade. Os jovens da comunidade são capacitados na PalmasLab em programação e desenvolvimento de aplicativos, podendo se engajar nas pesquisas do Instituto Banco Palmas nos diversos municípios ou criarem seu próprio empreendimento de TI. Cabe ainda a equipe de jovens da PalmasLab toda a parte de animação e criação da comunicação do Instituto Banco Palmas nas mídias sociais, incluso sua página na web.

Crescendo em média 20% ao ano, organizando comunidades para autogerir suas finanças, com a contribuição e a criatividade libertária da juventude, os Bancos Comunitários tem apontado na direção de outro modelo de banco, possível, justo, humano, radicalizando os princípios da Economia Solidária.

* João Joaquim de Melo Neto Segundo é coordenador do Instituto Banco Palmas e da Rede Brasileira de Bancos Comunitários (RBBC).

Envolva-se

Agora que você conhece um pouco mais do tema, conheça outras iniciativas, como as moedas locais na Espanha. Hoje existem 70 espalhadas pelo país. Acesse: http://www.rtve.es/alacarta/videos/documentos-tv/documentos-tv-monedas-cambio/2063367/

Conheça também outra iniciativa como o Banco Sampaio e a Agência Cultural Solano Trindade, da comunidade no Campo Limpo (SP): http://www.youtube.com/watch?v=uCUDngoIvwk

Postagem da Equipe do Blog.

Igualdade para Todos

 

O combate á homofobia tem sido uma luta constante, o que até pouco tempo era inaceitável pela sociedade, hoje já conquistou admiração e respeito. Estamos vivendo um momento histórico e este evento foi uma grande conquista da população LGBT, querendo acabar com o preconceito.

 A maior luta do grupo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) é pela conquista da sua identidade e do seu direito. A população LGBT quer que o poder público e a sociedade a enxerguem como cidadãos de direito. A maior luta é poder viver livremente a sua sexualidade. “É uma luta pela liberdade e igualdade o que já existe na constituição, mas que na prática não é cultivado”.
 O Coletivo toda forma de Amar da Faculdade de Direito do Recife realizou a 1 semana LGBT ( Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais)  o evento promoveu debates e reflexões sobre temáticas visibilizados  no cotidiano da faculdade de direito e também contribuindo para o combate a homofobia e toda e qualquer forma de opressão com tais temas: O movimento LGBT e a luta de classes, Lesbofobia e identidade lésbica, Novo PLC/122 avanços e retrocessos das pautas sociais LGBT,  Lei de identidade de gênero Perspectivas para ex travestis e transexuais,  Interferência religiosa e laicidade: desafios á efetivação da cidadania plena aos/ ás LGBTs. Contando também com a Intervenção inesperada que teve como objetivo mostrar que a luta também é pela cultura.
 E em torno desses temas surgiram vários gritos de guerra um deles foi: “O que eu tenho entre as minhas pernas não me define” e entre esses a nossa luta é todo dia por um Brasil sem Homofobia, para que a sociedade veja que somos todos humanos e iguais merecemos respeito.

Handryelly Ferreira da Equipe do Blog.

Fórum Mundial de Direitos Humanos

O Fórum Mundial de Direitos Humanos que aconteceu entre os dias 10 e 13 deste mês, Em Brasília, contando com a presença de cerca de 5 mil pessoas de diferentes seguimentos sociais de diversos países.

Na data em que se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos e os 65 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o evento se apresenta como um espaço de debate público sobre DH, no qual serão tratados seus principais avanços e desafios com foco no respeito às diferenças, na participação social, na redução das desigualdades e no enfrentamento a todas as violações de direitos humanos. Além de conferência, debates, programação cultural e atividades autogestionadas, fez parte da programação do Fórum a Feira do Livro, dedicada à publicações relacionadas a diversos temas do universo dos Direitos Humanos.

Houve uma breve homenagem ao Nelson Mandela, líder rebelde e ex-presidente da África do Sul, considerado como o mais importante líder da África Negra na luta contra o Apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país. Ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993 e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana. Até 2009, Mandela havia dedicado 67 anos de sua vida á causa que defendeu como advogado dos direitos humanos.

Durante FMDH ocorreu também a entrega do 19° Prêmio Direitos Humanos, que contou com a participação da Presidenta Dilma Rousseff e da Ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A premiação aconteceu na tarde do dia (12/12), no auditório principal do Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

Eixo de Comunicação e Direitos Humanos

Pela manhã, o Felipe Batista – Secretario da Associação de Reguladores das Comunicações e Telecomunicações da  CPLP e a Dr. Cosette – Coordenadora do GT dos conteúdos digitais, levantaram temas bastante importante a ser discutido pois a comunicação é algo essencial para a vida e não podemos deixar que esse direito seja violado, sabendo todas as pessoas têm direito ao acesso livre à informação.

Muitas manifestações aconteceram durantes os dias, atrapalhando assim algumas falas importantes, foram feitas várias intervenções e debates riquíssimos aconteceram durante todo o evento.

Conversamos com alguns jovens e perguntamos o que eles acharam do evento.
Ezequiel Rodrigues, representante do grupo Vivendo com HIV/AIDS na região sul no estado de Curitiba disse que: “ O FMDH teve uma excelente organização, porém não teve uma participação efetiva, que se fala da situação dos jovens vivendo com HIV/AIDS, mas o ideal seria que tivesse uma oficina falando sobre o tema”.

Leiliane Vieira Miranda do Onda - Adolescentes em Movimento Pelos Direito em Brasília- DF, conta: “Minhas expectativas do fórum foram alcançadas, quer dizer, em parte, em todo o Fórum estava ocorrendo ótimas plenárias, palestras, mas eu senti falta da participação mais efetiva dos adolescentes, acho que o espaço que nós adolescentes tivemos para falar não foi muito!  O FMDH foi uma ótima iniciativa, onde trocamos muitas experiências, conhecemos varias realidades, pois tínhamos contatos com adolescentes e jovens de outros estados e ate de outros países. Podemos perceber a realidade de todos”, afirmou.


Handryelly Ferreira, Luiz Felipe Bessa e Thiago Farias da Equipe do Blog.

Pré Fórum Mundial de Direitos Humanos Pernambucano


No ultimo dia 05 ás 19h deste mês aconteceu á abertura do Pré- Fórum Mundial de Direitos Humanos Pernambucano, na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) que iniciou mostrando um vídeo sobre a História dos direitos humanos e logo após um debate bem construtivo que discuti temáticas gerais.

 No dia 06, o evento aconteceu o dia inteiro, Representantes de Instituições, ONG´S e a sociedade civil, uniram-se em um comitê para discutir políticas públicas em Pernambuco, os temas mais pertinentes discutidos foram: Preconceito Racial, Redução da Maioridade Penal: Solução ou problema? Saúde e Democracia como Direitos Humanos, Infância, Gênero Raça e etnia, Família LGBT, Direito do Idoso e Pessoas com Deficiência. Estimulando pautas a serem discutidas no Fórum Mundial de Direitos Humanos. Não esquecendo que o Direito a Comunicação foi lembrado sim mais não tanto discutido.

Durante a tarde, oficinas autogestionadas aconteceram com esses temas citado a cima com o intuito de aprofundar mais no assunto nesse tal eixo que foram divididos no FMDH. O fórum mundial de direitos humanos, acontece nas datas 10,11,12 e 13 de Dezembro em Brasília, Distrito Federal abrangendo assuntos ainda não discutidos no Pré- Fórum.


Handryelly Ferreira e Luiz Felipe Bessa da Equipe do Blog.

Pré-Fórum Pernambucano

O Comitê de Pernambuco, do Fórum Mundial de Direitos Humanos (FMDH) estará realizando no bloco G, da Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), nos dia 5 e 6 de Novembro, o Pré-Fórum
Pernambucano, em preparação ao Fórum Mundial.

Vão ser discutidos varias tematicas como:

-Redução da maioridade penal; 
-Família LGBT;
-Infância;
-Gênero, raça e etnia;
-Idoso e pessoa com deficiência;



Participe!

Participação Online e Offline

Dia 07 de novembro, na atividade "Na Roda junto ao Desabafo Social" vai haver: Comunicação, cidadania, experiências exitosas, formas de participação e muito mais! Em Fortaleza - Ceará, cujo tema é “Participação Online e Offline”.

Apostando na globalização como possibilidade, o Desabafo Social irá dialogar acerca da participação do jovem nas redes sociais e fora delas. Isto é, discutir a importância das redes como instrumentos de mobilização, articulação e engajamento político. Além disso, mostrará como são as suas atuações em prol da defesa dos direitos humanos fora do ciberespaço.

Essa atividade é o primeiro passo para fortalecer o Desabafo Social em Fortaleza, sugerindo ações da juventude na construção e aperfeiçoamento das políticas públicas, voltadas ao público infanto-juvenil.

O empreendedor social que conquistou para o Ceará em 2011 o prêmio Internacional “Soluções Positivas”, em parceria com a Mac Ainds Funds, MTV America Latina e Ashoka, estará presente. Sem contar que o diretor de prevenção e atendimento da SaferNet Brasil, ONG que atua na área de direitos humanos na internet, e o jovem articulador do Monitoramento Jovem de Políticas Públicas (MJPOP), não poderiam ficar de fora dessa roda!

Compareça, participe e construa junto ao Desabafo Social.
Faça já sua inscrição. TODOS GANHARÃO CERTIFICADO!
INSCRIÇÃO: http://zip.net/bxk9gt

Data: 07 de novembro de 2013
Horário: 08h às 14h
Local: CUCA CHE Guevara - Barra do Ceará, Av. Pres. Castelo Branco, 6417, Fortaleza -CE
Informações: www.facebook.com/rededesabafosocial
desabafosocial.ce@gmail.com

Luiz Felipe Bessa, da Equipe do Blog.

Dia C dia da Juventude Comunicativa

No dia 17 de outubro nós do Blog Juventude Conectada aos Direitos participamos do Dia da Juventude Comunicativa – Dia C, dia em que a juventude mostra a sua cara e vai para as ruas reivindicando a democratização da comunicação no país.

Para construir um país mais democrático e desenvolvido precisamos avançar na garantia ao direito à comunicação para todos e todas ampliando a liberdade de expressão, a diversidade e pluralidade na televisão e no rádio. Para isso, fomos às ruas expressar e marcar a data com a intervenção urbana.

Neste dia fizemos a intervenção para informar e chamar a atenção da população sobre a Semana pela Democratização da Comunicação, a concentração aconteceu no Marco Zero no centro da cidade do Recife para produção de faixas e camisas falando sobre o Dia C (ver imagens abaixo), cada participante ganhou uma camisa onde foram grafitadas imagens e palavras relacionadas ao tema. Em seguida sairmos em direção a Avenida Conde da Boa Vista parando nos sinais mostrando as faixas e com palavra de ordem dada pelo coletivo Levante Popular da Juventude PE.

A ação integra a programação da Semana Nacional pela Democratização da Mídia, a intervenção contou com o apoio do Levante Popular da Juventude, ONG Auçuba, Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores (RENAJOC), Coletivo de Jovens Educadores e FOPECOM.



Handryelly Ferreira Postagem da Equipe do Blog.

Direito a Comunicação é o Direito de Todos.


O que é Direito a Comunicação? Por que direito a Comunicação? De que forma direito a Comunicação é na Comunidade? O que significa direito a Comunicação na Prática? Foi algumas perguntas de reflexão sobre o tema.          

  Direito á comunicação é o direito de todas as pessoas de ter voz de se expressar é um direito Universal e inseparável de todos os outros o direito a comunicação é mais do que o direito a liberdade de expressão é o direito a informação são direitos de todas as pessoas de ter acesso aos meios de produção e veiculação. Se a comunicação e um direito, é preciso que haja á permanente busca por garanti-lo. Por tanto enquanto há impeditivos (Sejam eles  sociais, políticos, econômicos ou técnicos).Para a realização plena desse direito é dever e papel do estado a promoção da Pluralidade, da diversidade e da luta constante  pela superação dessas desigualdades.
                      Nós damos uma Oficina na Escola Monsenhor Manuel Marques
Nós não devemos aceitar como fato consumado a atual concentração da mídia, em que apenas nove famílias controlam jornais revistas e emissoras de rádio TV. Enquanto esses poucos usam concessões publicas para fins comerciais, 180 milhões de pessoas são privadas de sua liberdade de expressão
  No Inicio nós fizemos uma dinâmica de perguntas e respostas, bem engraçada, eles se divertiram muito. Nós discutimos sobre o que é direito o que é a comunicação.  Fizemos uma roda de diálogo para debater sobre o direito a comunicação. E no final fizemos uma avaliação da oficina dada “Que tal” como sugestões; “Que bom” se a oficina foi boa; “Que pena” o que deve melhorar.

 Iniciando a semana pela democratização da comunicação no dia 17 de outubro estaremos em 4 escolas na região metropolitana do recife ( Escola Dr. Francisco Pessoa de Queiroz , Escola Monsenhor Manuel Marques, Erem Aníbal Fernandes e Erem Desembargado Renato Fonseca), faremos uma intervenção (Cine C), trazendo a temática do filme Como uma onda no ar, com o objetivo de debater sobre o direito a comunicação.

Já diante “mão” convidamos os adolescente para participar da nossa semana da democratização pela comunicação que acontecerá no Marco Zero em Recife PE ás 13:00h contamos com a presença de vocês.

Postagem de Handryelly Ferreira, Scheylla Gutembreg e Mayra Kelner.

Marcha Virtual por um mundo livre do trabalho infantil


 Junte- se à Marcha Virtual por um mundo livre do trabalho infantil, doando simbolicamente a foto de seu perfil no Twitter ou Facebook . A imagem fará parte de um painel que formará a imagem de um catavento, símbolo mundial do enfrentamento ao problema.
   A menos de um mês da III Conferência Global sobre o Trabalho Infantil, os internautas têm a oportunidade de somar esforços ao movimento global contra o trabalho infantil.  Doando simbolicamente a imagem de seu perfil no Twitter ou Facebook
  https://www.facebook.com/GCChildLabour, os usuários ajudarão virtualmente a percorrer o trajeto entre Haia, na Holanda, sede da última Conferência, e Brasília, que entre os dias 8 e 10 de outubro de 2013 receberá o evento mundial.  Cada pessoa que apoiar a iniciativa estará também contribuindo com 100 metros simbólicos dessa trajetória de mais de 8 mil quilômetros que separam as duas cidades. No mesmo aplicativo os usuários poderão conhecer a situação das Crianças e Adolescentes  afetadas/envolvidas/sujeitadas ao trabalho infantil, além das iniciativas desenvolvidas para eliminar o problema.
oportunidade de somar esforços ao movimento global contra o trabalho infantil.  Doando simbolicamente a imagem de seu perfil no Twitter ou Facebook
 No mundo todo 215 milhões crianças e adolescentes estão em situação de trabalho infantil, e mais da metade estão expostas às suas piores formas. As metas estabelecidas pela comunidade internacional fixaram o ano de 2016 como o limite para a erradicação das piores formas de trabalho infantil.
    A III Conferência Global sobre Trabalho Infantil será uma oportunidade de fazer um balanço dos progressos alcançados desde a adoção da Convenção nº 182 da Organização Internacional do trabalho sobre a eliminação das Piores formas de trabalho Infantil, bem como de propor medidas para acelerar a ação rumo à meta de 2016, tendo em conta as experiências mais exitosas que estão em curso nos cinco continentes. Presidida e organizada pelo governo brasileiro, esta Conferência conta com o apoio da OIT e reunirá delegações de 193 países, que serão formadas por representantes dos governos, organizações de trabalhadores e empregadores e sociedade civil.
O catavento de cinco pontas foi escolhido como símbolo mundial de combate ao trabalho infantil por ser representativo dos cinco continentes, da diversidade, também carregando o significado de movimento e sinergia, simbolizando a necessidade constante de ações em prol da eliminação do trabalho infantil.
Pra mais informações: http://childlabour2013.org/marcha-virtual-por-um-mundo-livre-do-trabalho-infantil/?lang=pt-br


Projeto Conviver com o ECA na Escola

O Projeto Conviver com ECA (estatuto da criança e do adolescente) na Escola já tem sua musica

Tema da Musica:   Juntos podemos melhorar

Quero ver você mudando a escola você pode
Todo produzido com a fardinha eu sei que pode
Fazendo a diferença em toda a escola meu irmão
Junto podemos melhorar a nossa educação
Fazendo a diferença sempre andando bem na linha
Com Suely e Gilvani a nossa mamãezinha
Falando do amor ao próximo que é bom
Fazer a diferença é nosso lema meu irmão

Coro
Pois você pode, pois você pode
Pode melhorar

Com o jeito carinhoso nos iremos melhorar
Mudar para melhor a comunidade escolar
E todo os educandos sei que vai nos ajudar
Juntos eu sei que nos todos iremos avançar
De pouquinho de pouquinho nos iremos conquistar
Não posso correr só andando devagar
Devagar a gente chega onde a gente quer chegar
Vamos bem devagarinho, pra não poder tropeçar

Coro
Pois você pode, pois você pode
Pode melhorar


Postagem de Mayra Kelner