Ato lembra o Dia Internacional de Crianças desaparecidas

O Dia Internacional de Crianças Desaparecidas, 25 de maio, foi lembrado na Conferência através do ato de soltura de balões, no pátio da EAPE, no fim da abertura. A ação foi realizada pela Secretaria da Criança, Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda, Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente e o Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas. 

A data ficou marcada como o Dia Internacional de Crianças Desaparecidas em lembrança ao caso do menino Etan Patz que desapareceu, em Nova Iorque, em 1979.

Confira as fotos!


Momentos antes da soltura de balões.
Foto: Juliana Araújo 
Os participantes da Conferência foram para fora do auditório da EAPE e soltaram os balões que representaram as crianças desaparecidas e mortas no Brasil.
Foto: Juliana Araújo

É pra agora!

Por Webert da Cruz
Na abertura da 8ª Conferência de Direitos da Criança e Adolescente do DF, os adolescentes colocaram a boca no trombone e revelaram suas expectativas quanto à participação no evento. Disseram que ainda existe muito a fazer e que querem divulgar a situação dos direitos da criança e do adolescente no DF – que não parece estar tão boa.
Os direitos existem no papel, no entanto, não na vida dos jovens. A juventude está faminta por resultados. “Falo porque estou na ponta e sei como está”, disse o delegado Carlos Vinícius.  
A garantia de direitos na vida de crianças e adolescentes deve ser real. É preciso criar políticas públicas que abracem o futuro, mas sobretudo se concretizem e se consolidem no presente: a realidade da criança e adolescente é pra agora!
Lutar pela garantia dos direitos de criança e adolescente demanda muita “responsa”. E os nossos delegados sabem disso. Para estar à frente não se deve pensar somente em um, dois ou meia dúzia de adolescentes, mas sim em todos e todas, disseram. É importante ter uma perspectiva que atinja a todos, sem exceções.
Os jovens moradores do Setor Habitacional Sol Nascente sentem na pele a negligência por parte do Governo em garantir seus direitos. A cidade tem recebido pouca atenção na infraestrutura urbanística. Não tem saneamento básico, não tem escola de qualidade, nem postos de saúde; uma juventude abandonada. No Sol Nascente, não há nenhuma escola – os jovens têm de frequentar unidades educacionais de outras regiões como, por exemplo, P Norte e P Sul.
A realidade não se constrói diferente em outras regiões administrativas. O desleixo na organização da infraestrutura nas cidades agride diretamente a efetivação dos direitos de crianças e adolescentes de todo DF.
Na conferência, debater e propor diretrizes em prol dos jovens é ser agente político. Contudo, saber como alcançar a vida de cada jovem é um grande desafio. Os delegados estarão durante o sábado e o domingo discutindo e votando as propostas, desejando, acima de tudo, que se tornem realidade.




Foto: Webert da Cruz.

Entrevista com Carlos Vinícius, delegado da Conferência

Carlos Vinícius, delegado da 8ª Conferência de Direitos da Criança e do Adolescente do DF, conta para nós algumas de suas expectativas ao participar da Conferência enquanto articulador político dos direitos da criança e adolescente. Fazer com que os apelos da juventude sejam ouvidos pelas autoridades é parte do que espera o jovem de 17 anos.

Carlos também nos conta sobre a carta de reivindicações que será entregue ao Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Entre outros pontos na carta, há um destaque para a construção de insituições voltadas para o esporte e o lazer em todas as cidades do Distrito Federal.

Confira a entrevista feita por Webert Elias, um dos educomunicadores responsáveis pela cobertura jovem da 8ª Conferência de Direitos da Criança e do Adolescente do DF.

Câmera: David Lemos e Alex Rodrigues. Edição: Crisvano Queiroz.


Participantes falam de suas expectativas para a 8ª Conferência do DF


Por Juliane Paula, Marcos Messias e Alex Silva.

O grupo de adolescentes delegados da 8ª Conferência dos Direitos da Criança e Adolescente do DF se reuniu, na quinta – feira (24), para organizar os últimos detalhes e se preparar para os três dias de discussão do encontro. 

O grupo de educom conversou com a moçada para descobrir qual a expectativa para a Conferência.  

“A minha maior expectativa é que as propostas saiam do papel e se tornem realidade”. Luana, 16 anos, delegada do Paranoá

“Espero que a participação dos adolescentes na Conferência seja uma forma de protagonismo juvenil”. Rosângela Chaves Pereira, 17 anos


Rosângela e Luana, delegadas da Conferência.
Foto: Marcos Messias
"Gostaria que o governador Agnelo atendesse nossos pedidos”. Marcos Gabriel Bezerra, 15 anos


Marcos
Foto: Marcos Messias.
“São muitas as expectativas, mas a maior delas é que os direitos da criança e do adolescente saiam do papel e entre em prática junto com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”. Rita Calado, professora

“Espero que a presença do governador do Distrito Federal ajude a dar legitimidade para o espaço, mais que isso, essa presença tem que se reverter em ações boas, reais e concretas para a vida das nossas crianças e adolescentes”. Felipe Areda, educador


Feilipe, educador da SEDEST
Foto: Alex Silva

Tudo pronto para a 8ª Conferência da Criança e do Adolescente do Distrito Federal


A 8ª Conferência da Criança e do Adolescente do Distrito Federal começa nesta sexta-feira (25/05), na EAPE, em Brasília. No entanto, algumas atividades prévias foram iniciadas ontem (24), como a oficina de educomunicação e planejamento das atividades dos delegados adolescentes e do grupo de sistematizadores.

A equipe de educom, formada por garotos e garotas entre 11 e 16 anos, todos moradores de Brasília e cidades do entorno, ficou responsável pela cobertura jovem e mostrará, durante os próximos três dias, os principais momentos da Conferência, privilegiando o olhar sobre a participação dos adolescentes no evento.

Confira a cobertura feita pelos adolescentes do Distrito Federal, composta por textos, fotos e vídeos.


Alex e Juliane esboçam suas ideias na oficina de educomunicação
Na foto, entrevista com os delegados da conferência
Os jovens aprendem como manipular os equipamentos de filmagem para realizarem a cobertura do evento


David é um dos responsáveis pelas filmagens da cobertura

Caminhada 18 de maio Recife PE


No dia 18 de Maio dia Internacional de Combate a Exploração sexual de crianças e adolescentes, foi realizada uma caminhada, com o objetivo de ser lembrado este dia tão importante. Muitas pessoas ainda não conhecessem a história desse dia.

  Então vamos contar a história do 18 de maio. Nesse dia, em 1973, uma menina capixaba de Vitória/ES, foi seqüestrada, espancada, estuprada, drogada e assassinada numa orgia imensurável. Seu corpo apareceu seis dias depois desfigurado por ácido. Os agressores jamais foram punidos. O movimento em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, após uma forte mobilização, conquistou a aprovação da Lei Federal 9.970/2000 que constituiu o 18 de maio como o dia Nacional de Combate ao Abuso e á Exploração Sexual contra Criança e Adolescente, com o objetivo de mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento pelos direitos de crianças e adolescentes e na luta pelo fim da violência sexual. Portanto esse é um dia em que toda a população do Brasil deve se manifestar contra a violência sexual cometida contra crianças e adolescentes.
   Agora que você já conhece a história. Vamos falar da caminhada que iniciou no Parque 13 de Maio no Centro do Recife, com a participação em média de 400 pessoas, e teve uma participação muito forte de jovens de toda parte de Pernambuco.
 
A opinião de alguns jovens sobre a caminhada:
 
Quezia Mikaelle, 14 anos: A caminhada ta sendo muito legal e espero que até o  termino será melhor ainda.

Thiago Santana 28 anos- educador social do Centro Organização Comunitário de Chão de Estrelas: uma caminhada muito importante pra sociedade como um todo, principalmente para as crianças e adolescentes que estão aqui e estão reivindicando seus direitos, principalmente a questão de participação que é algo muito difícil infelizmente em nosso Brasil. Temos muitos casos graves de crianças e adolescentes que são abusadas sexualmente e em alguns casos fica por isso mesmo.

Postagem da Equipe do Blog

Dia internacional a não a Homofobia

No dia 17 de Maio é comemorado o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia. A Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã (SDHSC) do Recife dá continuidade às ações da campanha "Por um Recife sem Homofobia" com panfletagem para esclarecer a população sobre os direitos do grupo LGBT.
Começou às 7h30, na Rua Sete de Setembro, no bairro da Boa Vista, a Gerência Municipal da Livre Orientação Sexual (GLOS) e o Fórum Estadual LGBT distribuem panfletos de combate à discriminação sexual. No início da tarde o grupo andou até a Praça do Derby, fazendo paradas em estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes para que a comunidade e todos  saibam que ser gay, lésbica ou travestis é ser normal.
E a lei (16.780) mais conhecida como a lei do amor livre. A norma proíbe qualquer forma de discriminação ao cidadão por causa de sua orientação sexual. Apesar de estar completando dez anos, a lei é pouco conhecida e nunca foi executada devidamente no município.
 Ser LGBT é ser livre . Vamos fazer valer essa ideia vamos todos pensar juntos todas as pessoas querem ser feliz com quem ama de verdade.


 Postagem da Equipe do Blog

Carta do Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração sexual contra criança e adolescente

                              Pela plena realização dos direitos humanos da infância
                         Por uma sociedade justa, democrática, equitativa e sustentável

As Redes Nacionais em Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes (Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes; ANCED- Associação Nacional dos Centros de Defesa; Fórum Nacional de Defesa da Criança e do Adolescente; Fórum de Erradicação do Trabalho Infantil,Rede ECPAT Brasil- Pelo Fim da Exploração, Abuso Sexual e Tráfico de Crianças e Rede Nacional Primeira Infância) bem como as demais organizações participantes da Oficina “Impacto das Grandes Obras na Violação de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, realizada em Brasília no dia 17 de maio de 2012, por ocasião deste 18 de maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, vem a público com as seguintes preocupações e reivindicações:

1. A sociedade brasileira vem se confrontando com um modelo econômico que tem produzido inequívocos impactos socioambientais negativos. Estudos mostram que a atual agenda de obras de infraestrutura, incluindo aquelas realizadas no contexto dos megaeventos esportivos (Copa do Mundo e Olimpíadas) tem promovido e agravado inúmeras violações aos direitos humanos de crianças e adolescentes;

2. Comunidades locais e organizações de direitos humanos tem se empenhado na compreensão, registro e denúncia destas violações. Destacamos a ocorrência de grandes fluxos migratórios não planejados, rápida urbanização irregular e precária, vulnerabilização de assentamentos já consolidados, destruição de cadeias produtivas tradicionais. Estes processos concorrem para o aumento dos casos de  homicídios, estupro, exploração sexual, trabalho infantil, subnotificação do registro de nascimento, paternidade não reconhecida e irresponsável, gravidez não planejada, doenças sexualmente transmissíveis, drogadição, precarização do trabalho, ampliação de transtornos mentais;

3. Com preocupação, constatamos que estas obras de infraestrutura são financiadas, sobretudo, por recursos públicos gerenciados por agentes de financiamento estatais, a exemplo do BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Petrobras ou parcerias publico privadas;

4. Em razão dos impactos diretos e indiretos desta agenda sobre a população infanto juvenil, notadamente, os segmentos indígenas, quilombolas, de comunidades rurais tradicionais, realizou-se em agosto de 2011, por iniciativa do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, em Porto Velho, Rondônia o Encontro Nacional “O impacto das grandes obras e a violação dos direitos humanos de crianças e adolescentes – desafios para prevenção da violência sexual”. Reunindo mais de 80 organizações de todo o Brasil, foi aprovada a Carta de Porto Velho, que anexamos ao presente documento, com a síntese dos debates sobre modelo de desenvolvimento econômico e o impacto sobre a vida de crianças e adolescentes. Subscrevemos e reafirmamos o teor daquela Carta, pelo que fazemos os seguintes compromissos e demandas:

Ao Congresso Nacional,

Entendemos que os parlamentos devem cumprir papel imprescindível no monitoramento dos grandes empreendimentos financiados pelo Poder Público, especialmente pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Assim, consideramos relevante que as casas parlamentares criem painéis ou comissões especiais independentes e plurais, com a participação da sociedade civil brasileira, para monitoramento dos grandes empreendimentos de infraestrutura e referentes aos megaeventos:

Ao Governo Federal,

Demandamos que os processos de licenciamento destes empreendimentos incorporem, na análise dos impactos sobre o meio socioeconômico, o princípio constitucional da absoluta prioridade à proteção integral dos direitos de crianças e adolescentes (art.227, Constituição da República e Resolução 001/86 do CONAMA), com o fito de não permitir que tais empreendimentos sejam licenciados sem a análise devida dos impactos sociais negativos e que, em sendo licenciados, o plano de mitigação ressalte a prioridade dos direitos da criança e do adolescente;

Da mesma forma, reivindicamos que as agências de financiamento (BNDES, BB, CEF) criem regras e protocolos específicos, com a participação da sociedade civil e comunidade, para assegurar por meio de condicionalidades contratuais os direitos humanos das comunidades atingidas, a fim de que os empreendimentos não venham causar danos a essas populações, especialmente crianças e adolescentes;

Reafirmamos a necessidade de que as instâncias da política de direitos humanos, criem processos e mecanismos sistemáticos, plurais e periódicos de monitoramento das ações de desenvolvimento econômico em conformidade com a recomendação do Comitê das Nações Unidas para os Direitos da Criança .

Ressaltamos a importância do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente - CONANDA liderar processos de debate público e monitoramento da relação entre opções econômicas e direitos humanos da criança;

Ao Ministério Público,

Demandamos imediata adoção de iniciativas de responsabilização e reparação dos direitos violados, chamando ao processo de reparação os atores públicos e privados responsáveis por tais violações, incluindo a responsabilidade civil coletiva dos envolvidos;

Às organizações da sociedade civil e agências de cooperação,

Convocamos e nos comprometemos a criar grupo de trabalho permanente para ampliar a reflexão e iniciativas de monitoramento conjunto dos impactos das grandes obras, buscar estratégias permanentes de responsabilização e reparação de violações, bem como de fortalecimento dos sujeitos sociais diretamente alcançados por esse modelo de desenvolvimento. Comprometemos-nos a, em conjunto com demais redes da sociedade civil, envidar esforços de defesa de uma sociedade democrática, equitativa e justa e que esteja centrada na dignidade humana e na sustentabilidade ambiental.

Organizações que subescrevem o documento:
Comitê Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes;
ANCED- Associação Nacional dos Centros de Defesa;
Fórum DCA-Fórum Nacional de Defesa da Criança e do Adolescente;
FNPETI- Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil;
Rede ECPAT Brasil- Pelo Fim da Exploração, Abuso Sexual e Tráfico de Crianças;
Rede Nacional da Primeira Infância
Conselho Federal de Psicologia;
IBISS/CO – Instituto Brasileiro de Inovação pró Sociedade Saudável
Instituto Aliança
CENDHEC- Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social
Childhood Brasil
Plataforma DHESC
Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância

Postagem da Equipe da Blog

A 8° Concriança MS em fotos

Adolescentes da Ação Educomunicativa e Equipe GIRA reunidos
Adolescentes da Ação Educomunicativa e Equipe GIRA reunidos

 Marlene Veiga Espósito durante abertura do evento

 Visitas ao jornal mural Jovem é Evidência

 Ariston Zanon de terno e de olho em tudo o que acontecia...

 ...e dando entrevistas para a TV

 Os trabalhos na sala do Eixo Protagonismo

 Amanda Ribeiro e Jéssica Gottardo entrevistam Ângelo Motti, coordenado da Escola de Conselhos

 Lorena, Jean, Adriana, Sérgio e Paulino depois de conversarem sobre Controle Social dos Direitos

 Ariston, Jéssica, Joelson e Robert Borges

Galerinha com a mão na massa

Jean Carlos entrevista jovens da Orquestra de Rio Brilhante

Joelson Soares fala sobre a importância da participação dos adolescentes na Conferência


Por Giovana Ortelhado, Lorena Beatriz, Jean Lucas e Paulino Machado

Representante dos adolescentes, delegado da Conferência Estadual e um dos coordenadores do eixo Protagonismo, Joelson Soares, de 17 anos, conversou com os adolescentes da Ação EduComunicativa de MS e falou sobre as expectativas para a Conferência, sua importância e o marco histórico que é a participação efetiva dos adolescentes em todos os momentos do evento.